Jequié

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Antônio Astolpho dos Santos

Antônio Astolfo no consultório da Silva Jardim em Jequié. Décadas de 40 e 50

Antônio Astolpho no consultório da Silva Jardim em Jequié na década de 40

O médico Antônio Astolpho dos Santos nasceu no dia 9 de abril de 1910 em Salvador. Estudou o curso primário no colégio da professora Isaura Guedes; iniciou o secundário no Colégio Ipiranga e o terminou no Colégio Carneiro Ribeiro, por ser, na época, um dos mais conceituados. Porém, aos 14 anos de idade ficou órfão de pai e teve de fazer concurso público para o Telégrafo Nacional, já que era arrimo de família, sendo aprovado em 8º lugar entre 200 candidatos.

Antônio Astolfo, aos 20 anos de idade, quando trabalhava nos Correios

Antônio Astolpho, aos 20 anos de idade, quando trabalhava nos Correios

Conhecera Dona Zenóbia, filha de José Rebouças (Juca), em Santa Inês (BA), ocasião em que fora trabalhar no telégrafo daquela cidade. Casou-se com ela em 26 de dezembro de 1934. Já casado e com três filhos, formou-se em Medicina no dia 29 de dezembro de 1942.

Antônio Astolfo quando era tenente-médico do Exército (CPOR) 30.06.1945

Antônio Astolpho quando era tenente-médico do Exército (CPOR) 30.06.1945

Fez o CPOR (Centro de Preparação de Oficiais de Reserva) como aspirante a oficial-médico de onde saiu como 1º Tenente-Médico de 2ª Linha do Exército Brasileiro em 1943. Em seguida, montou consultório na Rua Silva Jardim, em Jequié, no final de 1943.

Casamento de Antônio Astolpho e Zenóbia em 1934, na casa de Juca e Adelina, em Jequié

Casamento de Antônio Astolpho e Zenóbia em 1934, na casa de Juca e Adelina, em Jequié

Enquanto sua casa era construída na Rua Nestor Ribeiro, fixou residência na Rua Trecchina, na Praça Castro Alves. Como médico chegou a atender artistas de circo e de teatro que se apresentaram em Jequié naquela época, a exemplo de Procópio Ferreira.

Antônio Astolfo dos Santos e família - 1952

Antônio Astolpho dos Santos e família – 1952

Astolpho construiu e fundou em Jequié a Associação Regional de Medicina, na esquina das Ruas 15 de Novembro e Apolinário Peleteiro, chegando, inclusive, a organizar o 1º Congresso Regional de Medicina em Jequié.

1º Congresso de Medicina em Jequié em 1958, organizado pelo médico Antônio Astolfo, na época presidente da Associação Regional de Medicina de Jequié

1º Congresso de Medicina em Jequié em 1958, organizado pelo médico Antônio Astolpho, na época presidente da Associação Regional de Medicina de Jequié

Trabalhou também no FUNRURAL e na Maternidade Perpétuo Socorro, a convite do médico Mariotti. Em 1971 montou outro consultório num edifício na 2 de Julho.

Inauguração do consultório no edifício na 2 de Julho em 1971

Inauguração do consultório no edifício na 2 de Julho em 1971

Antônio Astolpho faleceu no dia 25 de novembro de 1980.


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Padre Altino

Padre Altino Freire do Espírito Santo

Padre Altino Freire do Espírito Santo

O Padre Altino Freire do Espírito Santo foi pároco da Igreja de Santo Antônio em Jequié  na década de 1940.


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Antigas empresas de transportes intermunicipais de Jequié

Empresa Brasil de Transporte. Foto de 1950 quando em uma das viagens a Salvador, na Igreja do Bonfim. Destaque para o motorista Daniel e o cobrador José Olimpio

“Empresa Brasil de Transporte”. Foto de 1950, quando em uma das viagens a Salvador, em frente à Igreja do Bonfim. Destaque para o motorista Daniel e o cobrador José Olímpio

A Empresa Brasil de Transporte, que fazia a linha Jequié-Salvador, foi a primeira empresa de transporte intermunicipal de Jequié. Essa empresa pertenceu a Waldomiro Borges e foi o embrião da “Empresa de Transportes Jequié”, que pertenceu a Adalberto e Antônio Torregrossa.

Empresa Brasil de Transporte. Na foto (tirada entre 1949 e 1950), os proprietários e a equipe de motoristas, entre eles Nicola

Empresa Brasil de Transporte. Na foto (tirada entre 1949 e 1950), os proprietários e a equipe de motoristas, entre eles Nícola

O ponto de venda de passagens era no Edifício Scaldaferri, perto do Bar e Lanchonete Brasitália, em frente ao antigo Hotel Itajubá e pertencente a Alfredo Del-Sarto, que era agente, inclusive, de algumas linhas interestaduais. Os guichês ficavam no térreo do Edifício Scaldaferri, na “Pastelândia”, do libanês Chakib Helal.

Empresa de Transporte Martins Neto, de Antônio Martins Neto, que fazia a linha Jequié-Montes Claros, isto em 1941 . O motorista era Daniel Santos

Empresa de Transporte Martins Neto, de Antônio Martins Neto, que fazia a linha Jequié-Montes Claros, isto em 1941 . O motorista era Daniel Santos

Filho de João Carlos Borges de Souza e Joana Augusta Oliveira Souza, Waldomiro Borges de Souza nasceu na cidade de Itajuru (na época distrito de Jequié) no dia 18 de fevereiro de 1918. Foi casado com Judith Rabello Borges, que faleceu em abril de 2011, aos 86 anos de idade.

Uma das primeiras marinetes da Empresa Brasil de Transporte. Foto de 1942

Uma das primeiras marinetes da Empresa Brasil de Transporte. Foto de 1942

Foi o primeiro Presidente da antiga URBIS-Habitação e Urbanização da Bahia. Na área empresarial, aos 16 anos, sucedeu seu pai, o Coronel João Borges, na condução dos negócios da família; implantou o loteamento na zona oeste da cidade, hoje bairro Cidade Nova; criou a concessionária de veículos Waldomiro Borges de Souza & Cia, os Hotéis Itajubá (em Jequié) e Bahiamar (em Salvador), além da EBT (Empresa Brasil de Transportes).

“Marinete" da "Empresa de Transportes Jequié". Pelo motivo do capô do ônibus estar aberto, deve ter esquentado ou havido algum problema no motor, e pelos coqueiros nesta região, o local deve ser nas proximidades da Fazenda “Provisão”, trecho da antiga rodovia Jequié-Ipiaú, que margeava o Rio de Contas e tinha mais do dobro da extensão da atual. A estrada antiga entrava em frente da “Provisão” em direção ao "Frisuba", passava por Rio Branco e saia em Jitaúna, daî até Ipiaú.

“Marinete” da “Empresa Brasil de Transporte”. Pelo motivo do capô do ônibus estar aberto, deve ter esquentado ou havido algum problema no motor, e pelos coqueiros nesta região, o local deve ser nas proximidades da Fazenda “Provisão”, trecho da antiga rodovia Jequié-Ipiaú, que margeava o Rio de Contas e tinha mais do dobro da extensão da atual. A estrada antiga entrava em frente da “Provisão” em direção ao “Frisuba”, passava por Rio Branco e saia em Jitaúna, daî até Ipiaú.

Já a Empresa de Transporte Martins Neto, de Antônio Martins Neto, fazia linha de Jequié a Montes Claros (MG), isto em 1941. O motorista era Daniel Santos. Na foto do ônibus verde vale observar as siglas “pintadas” na “marinete”: Estrada de Ferro Central do Brasil (EFCB) – Estrada de Ferro de Nazaré (EFN). Esse era o meio mais prático para quem morava no interior da Bahia se deslocar para o sul do país, que era tomar o trem em Montes Claros. Outra opção era viajar de “paquete” os “ITA” que fazia linha Belém/Rio de Janeiro, numa viagem média de 28 dias, ida e volta. Na Bahia eles paravam em Salvador e Ilhéus.