Vitória da Conquista

1º comício do MDB em Conquista foi no dia 10 de Outubro de 1966

Régis Pacheco foi o primeiro presidente do MDB de Conquista e foi um dos oradores do primeiro comício do partido nesta cidade

Régis Pacheco foi o primeiro presidente do MDB de Conquista e foi um dos oradores do primeiro comício do partido nesta cidade

Depois do Golpe Militar de 1º de Abril de 1964 só foi permitida a existência de dois partidos políticos: ARENA (Aliança Renovadora Nacional) e MDB (Movimento Democrático Brasileiro). Neste bipartidarismo a ARENA era de situação e o MDB, oposição.

Em Vitória da Conquista, o MDB instalou seu diretório no dia 1º de maio de 1966 e elegeu o então deputado federal Régis Pacheco como Presidente da Executiva Municipal. A ARENA reestruturou seu diretório no dia 15 de outubro de 1968, quando, na ocasião, elegeu o empresário Renato Vaz Rebouças para Presidente Municipal do partido.

O primeiro comício do MDB foi realizado na noite de 10 de outubro de 1966 na Praça Barão do Rio Branco e do mesmo tomaram parte os deputados federais Régis Pacheco e Tarcilo Vieira de Melo, o senador Josafá Marinho, o economista Rômulo Almeida, Hermógenes Príncipe e Luiz Sampaio, saudados pelo candidato a vereador Antônio José Sá Nascimento. Os ilustres visitantes foram chamados pelo povo conquistense como “Caravaneiros da Democracia”. Ainda discursaram neste dia Gilberto Quadros e Fernando Dantas Alves.


Jequié/Vitória da Conquista

Presidenciáveis estiveram em Conquista e Jequié em 1960

Gerson Sales e simpatizantes aguardam Jânio Quadros com as vassouras na mão

O então prefeito Gerson Sales e simpatizantes aguardam, na Praça Barão do Rio Branco, a chegada do presidenciável Jânio Quadros, 1960

Na campanha presidencial de 1960 estiveram na região Centro-Sul da Bahia os candidatos a presidente Henrique Teixeira Lott (PSD) e Jânio da Silva Quadros (PTN), além do candidato a vice Fernando Ferrari (do Movimento Trabalhista Renovador – MTR). Jânio Quadros, quando esteve em Vitória da Conquista, batizou Gilberto Quadros Júnior, filho do então vereador Gilberto Quadros, sendo recepcionado pelo companheiro de partido o udenista Gérson Sales, com quem, junto a um grupo de simpatizantes, varreu a Praça Barão do Rio Branco. Isto porque a vassoura era o símbolo da campanha de Jânio, somada ao jingle Varre, varre, varre, varre, / Varre, varre vassourinha, / Varre, varre a bandalheira / Que o povo já está cansado / De sofrer dessa maneira / Jânio Quadros é esperança / Desse povo abandonado. Jânio e o Marechal da reserva Lott também realizaram comícios em Jequié.

Jânio Quadros batiza Gilberto Quadros Júnior- Catedral de Vitória da Conquista, 1960

Jânio Quadros batiza Gilberto Quadros Júnior na Catedral de Vitória da Conquista, 1960

A campanha de Teixeira Lott foi uma das primeiras a contar com um planejamento profissional, com técnicas de marketing político importadas dos Estados Unidos. O jingle utilizado em sua campanha é considerado um dos melhores já feitos em campanhas eleitorais no Brasil: De Leste a Oeste, / De Sul a Norte, / Na terra brasileira, / É uma bandeira / O marechal Teixeira Lott. Porém fora derrotado por Jânio Quadros. Outro candidato a presidente que fora derrotado foi o ex-Governador de São Paulo Adhemar de Barros (do Partido Social Progressista – PSP). A eleição de 1960 se caracterizou por grande participação, muitos comícios, e o uso dos símbolos como as vassouras (adeptos de Jânio, chamados de janistas), espadas (adeptos de Lott), o trevo (adeptos de Adhemar de Barros, chamados de ademaristas). Para vice foi eleito João Goulart (PTB), vencendo, além de Ferrari, Milton Campos (UDN), tendo sido formado o movimento “Jan-Jan” (Jânio e Jango). E talvez o seu jingle tenha sido o melhor de todos: Na hora de votar, / O meu Rio Grande vai jangar: / É Jango, é Jango, é o Jango Goulart. / Pra vice-presidente, / Nossa gente vai jangar / É Jango, Jango, é o João Goulart. O jingle de Jango variava de estado para estado, e na versão nacional, aparecia como “o brasileiro vai votar”.


Personalidades

Presidenciáveis estiveram no interior da Bahia em 1955

Foto de Juscelino dedicada a um jequieense: Elmo de Carvalho em 1962

Foto de Juscelino dedicada a um jequieense: Elmo de Carvalho em 1962

Na campanha para as eleições presidenciais de 1955 todos os candidatos aos cargos de Presidente da República e Vice (na época votava-se, separadamente, nos dois candidatos) estiveram em Vitória da Conquista. Foram estes os candidatos a Presidente: o General cearense Juarez Távora pela UDN (União Democrática Nacional); o paulista Adhemar de Barros pelo PSP (Partido Social Progressista); o integralista Plínio Salgado pelo PRP (Partido de Representação Popular) e o mineiro Juscelino Kubitschek pelo PSD (Partido Social democrático); para Vice: o ex-ministro do Trabalho, João Goulart (PTB); o ex-Governador de Minas Gerais, Milton Campos (UDN) e Danton Coelho (PSP).

O ex-presidente Juscelino em uma visita a Jequié na década de 50 foi recebido e saudado por Doryval Borges (irmão de Waldomiro Borges), que nas décadas de 40 e 50 foi um dos maiores lideres politico de Jequié

O ex-presidente Juscelino em visita a Jequié na década de 50 foi recebido e saudado por Doryval Borges (irmão de Waldomiro Borges), que nas décadas de 40 e 50 foi um dos maiores lideres politico de Jequié

Nestas eleições, que seriam deflagradas no dia 3 de outubro, o eleitor votou pela primeira vez com a cédula única instituída pelo Código Eleitoral, recebida na mesa eleitoral, acabando com o sistema de votação pelas “chapas”, que o eleitor levava no bolso, sendo muitos “escoltados” pelos cabos eleitorais.

Cédula Eleitoral de 1955

Cédula Eleitoral de 1955

Em Conquista JK foi apoiado pelo ex-Governador Régis Pacheco e em Jequié, onde Juscelino também fez comício, foi apoiado pela família Borges de Oliveira. Juarez Távora, Adhemar de Barros e Plínio Salgado também estiveram fazendo campanha em Jequié.

Visita do Presidente do Partido Integralista Plínio Salgado (o quarto da esquerda para direita) à Associação Comercial de Ilhéus em 1954. Na foto aparecem ainda um Coronel do Exercito (na extrema esquerda), seguido do Gerente do Banco de Fomento da Bahia (Agência de Ilhéus), o candidato a Prefeito Pedro Ribeiro (no centro) e Álvaro Melo Vieira (Presidente da Associação Comercial, na extrema direita)

Visita do Presidente do Partido Integralista Plínio Salgado (o quarto da esquerda para direita) à Associação Comercial de Ilhéus em 1954. Na foto aparecem ainda um Coronel do Exercito (na extrema esquerda), seguido do Gerente do Banco de Fomento da Bahia (Agência de Ilhéus), o candidato a Prefeito Pedro Ribeiro (no centro) e Álvaro Melo Vieira (Presidente da Associação Comercial, na extrema direita)

Antes disso, Café Filho, na qualidade de presidente da República já havia visitado Vitória da Conquista e Jequié. Por esta ocasião, vale ressaltar que Jequié recebeu pela primeira vez em sua história um Presidente da República no pleno exercício do cargo. O vice-presidente João Café Filho foi homenageado pela Câmara de Vereadores, recebendo o título de cidadão jequieense. Pouco tempo depois, com o suicídio de Getúlio Vargas no dia 24 de agosto de 1954, assumiu a suprema magistratura da nação. O potiguar Café Filho governou num período de agitação, manipulado pelos políticos da UDN. Em novembro de 1955, após a eleição ser realizada (vencida por JK com a reconciliação entre o voto rural do PSD e o voto urbano do PTB), é afastado do governo após um ataque cardíaco. Assume o Presidente da Câmara dos Deputados Carlos Luz, que é deposto dias depois, sendo acusado de pretender dar um Golpe de Estado e evitar a posse do presidente eleito Juscelino Kubitschek. O Congresso decidiu que o presidente do Senado Nereu Ramos terminaria os dois meses e meio de mandato, e passaria o governo para JK.


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