Caculé

Anísio Silva, o primeiro cantor a ganhar o Disco de Ouro

Anísio Silva foi o primeiro cantor do Brasil a ganhar o Disco de Ouro

Anísio Silva foi o primeiro cantor do Brasil a ganhar o Disco de Ouro

Anísio Silva, apelidado de o “Rei do Bolero”, nasceu em 29 de julho de 1920 numa fazenda, hoje pertencente ao município baiano de Rio do Antônio, na época território da cidade de Caculé. Ainda na infância mudou-se com a família para o interior de São Paulo, e posteriormente, para a capital paulista. Em 1945, transferiu-se para o Rio de Janeiro, onde se empregou como balconista de farmácia.

Anísio Silva iniciou sua carreira em 1952, no Rio de Janeiro, já no estilo romântico. Em 1953 lançou em dueto com o cantor Jack Jony o foxtrote “Aquela Noite”, parceria com Oliveira Neto, e o baião “Um grande amor”, parceria com Jorge de Castro. Foi um dos mais expressivos nomes da música popular nos anos de 1950 e 1960. Depois de tentativas frustradas em pequenas gravadoras, alcançou o sucesso em 1957, ao gravar na Odeon o bolero Sonhando Contigo, de sua autoria em parceria com Fausto Guimarães. Em 1957, assinou contrato com a gravadora Odeon, na qual viveria a melhor fase de sua carreira. Daí até 1963 viveu a grande fase de sua carreira, atuando no rádio e realizando shows em todo o Brasil.

Mas o grande estouro de sua carreira veio em 1960, com o lançamento do disco Alguém Me Disse quando vendeu mais de dois milhões de cópias, tornando-se o primeiro cantor do Brasil a ganhar o disco de ouro. A faixa-título, um bolero de Jair Amorim e Evaldo Gouveia, tornou-se o maior sucesso da carreira de Anísio Silva. A música foi regravada pela cantora Gal Costa em 1988. Amigo do presidente Juscelino Kubitschek, Anísio Silva cantou na inauguração de Brasília em 1960.

Anísio Silva morreu no Rio de Janeiro vítima de um infarto em seu apartamento no bairro do Flamengo, em 18 de fevereiro de 1989.


Jequié

Jequié foi um dos maiores destinos dos italianos na Bahia

O então Governador da Bahia, Lomanto Júnior, inaugurando a "Rua Jequié", em Trecchina, na década de 1960 (Lomanto é o segundo da direita para a esquerda)

O então Governador da Bahia, Lomanto Júnior, inaugurando a “Rua Jequié”, em Trecchina, na década de 1960 (Lomanto é o segundo da direita para a esquerda)

Jequié é a cidade baiana, depois de Itiruçu, que mais recebeu imigrantes italianos no estado da Bahia. Eles vieram principalmente de Trecchina (pronuncia-se “Tréquina”), na região da Basilicata. O pioneiro foi José Rotondano (nome de origem: Giuseppe), que viu em Jequié um grande potencial econômico, na época arraial de passagem para tropeiros. Rotondano mandou buscar na Itália Ângelo Grisi e Carlos Marotta, a fim de ajudá-lo na administração e crescimento do patrimônio. Não satisfeito, incentivou a vinda de outros patrícios para Jequié, onde ia indicando os pontos das zonas urbana e rural em que deveriam se estabelecer, conforme os pendores de cada um. Inocêncio Orrico e Ângelo Andrea, por exemplo, não hesitaram em transferir de Ubaíra para Jequié a razão comercial Inocêncio Orrico & Andrea. Alguns deles, como os Lomanto, Bartilotti e Scaldaferri vieram de Amargosa. Ali, nos tempos de prosperidade, nasceu a empresa Tude, Irmão e Cia., com filiais em uma dezena de cidades, inclusive Salvador e Jequié, com mais de cem empregados e uma representação em Paris. De Jaguaquara outros trequinenses se transferiram para Jequié. Com o tempo vieram mais conterrâneos seus, que foram de significativa importância para o crescimento da cidade. Tanto que na década de 1930 o italiano Vicente Grillo era um dos homens mais ricos da Bahia e Jequié era a quarta cidade do estado em economia. Entre as mais de 150 famílias italianas que se estabeleceram em Jequié, destacam-se: Aprile, Biondi, Caricchio, Colavolpe, Ferraro, Grillo, Grisi, Labanca, Leto, Liguori, Lomanto, Magnavita, Marotta, Orrico, Pesce, Rotondano, Sarno, Scaldaferri, Schettini etc. Até 1892 (dez anos após a chegada de Rotondano) já existiam em Jequié nada menos de 150 italianos, aos quais vieram se juntar às novas famílias egressas de outros centros urbanos.


Vitória da Conquista

Cônego Ático Eusébio

Dom Ático

Dom Ático

Como sucessor do Vigário Monsenhor Olímpio chegou à cidade de Conquista o Cônego Ático Eusébio da Rocha, no dia 12 de março de 1918, assumindo a Freguesia. Com ele veio a sua irmã, Senhorinha Maria Leonídia da Rocha e, como coadjutor, o padre Fábio Moreira de Oliveira.

O Vigário Ático nasceu em Inhambupe (BA) no dia 6 de novembro de 1882 e foi ordenado sacerdote no dia 27 de agosto de 1905. Foi transferido para a Freguesia de Nazaré em 18 de junho de 1919 e consagrado Bispo no dia 15 de abril de 1923, pelo Arcebispo Primaz da Bahia. Sua posse na Diocese de Santa Maria ocorreu a 27 de maio de 1923. Em 17 de dezembro de 1928, Dom Ático foi transferido para a nova Diocese de Cafelândia, hoje chamada de Diocese de Lins, São Paulo, na qual tomou posse no dia 9 de julho de 1929. No dia 16 de dezembro de 1935 foi elevado a arcebispo e em 1936 foi transferido para a Arquidiocese de Curitiba, Paraná, onde faleceu a 11 de abril de 1950.


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