Vitória da Conquista

Visita de Getúlio Vargas a Vitória da Conquista e Feira de Santana em 1950

Getúlio vargas, ao lado de Hugo de Castro Lima e Gilberto Quadros, falando ao povo de Conquista na Praça Barão do Rio Branco,  em agosto de 1950

Getúlio vargas, ao lado de Hugo de Castro Lima e Gilberto Quadros, falando ao povo de Conquista na Praça Barão do Rio Branco, em agosto de 1950

Em campanha de sua candidatura a Presidência da República, esteve em Vitória da Conquista o então ex-presidente Getúlio Vargas, no dia 31 de agosto de 1950. Foi recebido no aeroporto local às 10h00. Do aeroporto ao centro da cidade, foi conduzido em carro aberto, sob forte aclamação popular, hospedando-se no “Hotel Albatroz”. Mais tarde, às 20h00, discursou na histórica praça política de Vitória da Conquista, a Praça Barão do Rio Branco. Deixou a cidade no dia seguinte.

Nesta mesma época, o ex-presidente voltou a visitar a cidade de Feira de Santana em 195, (já esteve nela por duas vezes, mas como presidente, em 1933 e 1935), sendo hóspede do coronel José Pinto, pai do ex-prefeito Chico Pinto, na casa rosada já demolida.

Campanha de 1950 - Antes de começar o comício na Praça João Pedreira, Getúlio concedeu audiência na residência do Coronel José Pinto (a casa rosada), pai de Chico Pinto, que, na mesma campanha, foi eleito vereador

Campanha de 1950 – Antes de começar o comício na Praça João Pedreira, Getúlio concedeu audiência na residência do Coronel José Pinto (a casa rosada), pai de Chico Pinto, que, na mesma campanha, foi eleito vereador

Um fato curioso aconteceu durante seu comício na Praça João Pedreira. Enquanto alguns servidores do DNER, incentivados por udenistas ensaiavam uma vaia, a multidão cantava a marchinha que já havia tomando conta do país: “Bota o retrato do velho outra vez, bota no mesmo lugar, o sorriso do velhinho, faz a gente trabalhar…”.

A água encanada de Feira de Santana foi uma obra iniciada por Getúlio. Ele a prometeu no comício de 1950. Logo depois da posse. os vereadores Chico Pinto, Wilson Falcão e Antônio Araújo foram ao Rio de Janeiro e, no Palácio do Catete, cobraram a promessa. Getúlio atendeu determinando que o ministro baiano Simões Filho tomasse as primeiras providencias, o que foi feito. No começo dos anos 50 Getúlio emprestou o nome à maior avenida da cidade de Ferira onde foi colocado o seu busto.


Vitória da Conquista

Tempestade de 1969

Foto de 16 de outubro de 1969, quando, por volta das 14h00 caiu uma tromba d’água em Vitória da Conquista, que arrasou o centro comercial da cidade. A foto foi tirada do antigo posto de Juarez Hortélio, em frente à Primeira Igreja Batista

Foto de 16 de outubro de 1969, quando, por volta das 14h00 caiu uma tromba d’água em Vitória da Conquista, que arrasou o centro comercial da cidade. A foto foi tirada do antigo posto de Juarez Hortélio, em frente à Primeira Igreja Batista

No dia 16 de outubro de 1969 Vitória da Conquista foi surpreendida por uma forte chuva, que começou às 15h40 e terminou depois de 2 horas, causando estragos e danos materiais de mais de Cr$ 2 milhões (meda corrente na época). As ruas centrais transformaram-se em caudalosos rios em poucos instantes, em consequência das fortes enxurradas. As praças da Bandeira e Nove de Novembro, juntamente com as ruas Ernesto Dantas e Monsenhor Olímpio se uniram pelas impetuosas águas, que invadiram casas comerciais e residências (na época havia muitas no centro da cidade). Na Rua Santos Dumont as casas do lado direito de quem sobem foram atingidas, pelos fundos, pelas enxurradas, vindas da Rio-Bahia.

Rua Monsenhor Olímpio, toda enlameada, após as fortes chuvas da tarde de 16 de outubro de 1969

Rua Monsenhor Olímpio, toda enlameada, após as fortes chuvas da tarde de 16 de outubro de 1969

O “Parque de Diversões Sul americano”, de propriedade do Sr. Catarino Ribeiro, armado perto da Santa Casa, ficou quase totalmente destruído, tendo um tufão arrancado a roda-gigante de oito toneladas do chão, ficando imprestável, levando o dono do parque a um prejuízo calculado em torno de Cr$ 50 mil (vultosa quantia para a época).

Alameda Ramiro Santos tomada pela lama após as fortes chuvas de outubro de 1969

Alameda Ramiro Santos tomada pela lama após as fortes chuvas de outubro de 1969

Na Travessa dos Artistas a “Sapataria São Valentim” foi a mais castigada pelas águas, acontecendo o mesmo com a casa comercial do Sr. Agenor Liberal Batista. Na Rua monsenhor Olímpio as enxurradas penetraram nos seguintes estabelecimentos comerciais: “Padaria Esperança” (levando mercadorias, móveis e um cofre), “Casa dos Esportes”, “Armarinho Suffi”, “Casa Fé em Deus”, “Armarinho O Ciclame”, “Casa de Ferragens de Carlos Simões” e a “Casa da Fortuna”. Dois carros da marca Volkswagen, que estavam estacionados perto da “Padaria Esperança”, foram arrastados pelas águas até à Avenida Lauro de Freitas. Outros armarinhos foram invadidos pelas águas: “Irmãos Brandão”, “Tupi” e “Ipiranga”.

Centro Integrado ficou completamente destelhado com a forte tempestade

Centro Integrado ficou completamente destelhado com a forte tempestade

Na Avenida Lauro de Freitas as águas formaram um lago e penetraram na “Barbearia Boneca”, no “Salão Marrocos”, no “Bar Raco” e na “Alfaiataria de Djalma Araújo”. Na Rua Francisco Santos, transformada em um rio por algumas horas, as águas entraram no prédio da antiga Cia. Telefônica (hoje prédio da Silva Calçados), na loja “Sinfonia Móveis” e no Banco Português (hoje Itaú).

O Ginásio Orientado para o Trabalho (GOT) também ficou destelhado

O Ginásio Orientado para o Trabalho (GOT) também ficou destelhado

Na Praça Nove de Novembro um carro estacionado em frente ao Banco Comercial e Industrial de Minas Gerais (depois Banco Nacional e hoje Nova Loja) ficou submerso. As águas invadiram também a “Farmácia Lia”, a joalheria “Rubilan Joias” e as lojas “Casa dos Calçados” e “Riana Modas”. As enxurradas que desciam pela Rua Ernesto Dantas entram violentamente, pelo fundo, no “Armarinho Aracy”.

Parte do muro do Estádio Lomanto Júnior foi derrubada com os fortes ventos

Parte do muro do Estádio Lomanto Júnior foi derrubada com os fortes ventos

Os fortes ventos arrancaram o telhado do Centro Integrado de Educação Navarro de Brito (CIENB), ainda não inaugurado. A “Escola Normal” (IEED) também foi danificada, perdendo, por desabamento, o “Grêmio Ruy Barbosa”. No Estádio Lomanto Júnior parte do muro foi derrubada. O bairro Jurema transformou-se num lago e doze casas foram desabadas.


Vitória da Conquista

Documentos antigos: título de eleitor de 1937

Verso do título de eleitor de Manoel Caetano dos Santos - 1937

Verso do título de eleitor de Manoel Caetano dos Santos – 1937

Em fevereiro de 1932, o Governo Provisório de Getúlio Vargas expediu o Código Eleitoral. De acordo com as novas regras, o eleitor era, indistintamente do sexo, o cidadão com mais de 21 anos. No entanto, mendigos, analfabetos e praças de pré – excetuados os alunos das escolas militares de ensino superior – não podiam alistar-se. Homens com mais de sessenta anos e mulheres de qualquer idade podiam isentar-se das obrigações eleitorais. Instituiu-se a Justiça Eleitoral, composta de um Tribunal Superior, tribunais regionais e juízes eleitorais. Constavam dois tipos de qualificação: a ex officio e a por iniciativa própria do cidadão. Para a qualificação ex officio, habilitavam-se magistrados, militares, servidores públicos efetivos, professores, profissionais liberais de grau superior, comerciantes, desde que com empresa registrada, e reservistas. Pela primeira vez, solicitaram-se aos alistandos fotos de três por quatro centímetros para a inscrição – no título, figuraria também a impressão digital.

Frente do título de eleitor de Manoel Caetano dos Santos. Modelo de Título Eleitoral, utilizado na década de 1930, na primeira fase de criação da Justiça Eleitoral. Antes tiveram os de 1881, 1890, 1904 e 1916

Frente do título de eleitor de Manoel Caetano dos Santos. Modelo de Título Eleitoral utilizado na década de 1930, na primeira fase de criação da Justiça Eleitoral. Antes tiveram os de 1881, 1890, 1904 e 1916

Manoel Caetano dos Santos, nascido no dia 21 de março de 1858 no município de Condeúba (BA), foi Conselheiro Municipal eleito em novembro de 1911 e empossado no dia 1º de janeiro de 1912. Tinha casa comercial no arraial de São Filipe, do município de Condeúba. Em 6 de setembro de 1890 transferiu-se para Vitória da Conquista, continuando com o mesmo ramo de negócio, com casa comercial próximo ao antigo barracão da feira livre situado na “Rua Grande”. Com o sucesso nos negócios, adquiriu a fazenda “São Miguel” – distante 6 km do local onde iniciou a vila da Barra. Passou a residir na fazenda. Residiu também na sede do distrito de José Gonçalves, como comerciante. Instalou ainda uma loja de tecidos e miudezas no antigo “Beco da Tesoura” (atual Alameda Lima Guerra) esquina com a Rua Coronel Gugé. Faleceu no dia 30 de setembro de 1945.


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