Vitória da Conquista

A Força do Pedralismo nas eleições municipais de 1988

O então Deputado Federal Ulysses Guimarães, em 1988, que fora presidente da Câmara dos Deputados (1956-1957, 1985-1986 e 1987-1988) e presidente da Assembleia Nacional Constituinte 1987-1988, discursa em comício da campanha para prefeito de Murilo Mármore, em 1988, ano da promulgação da atual Constituição, na Praça Barão do Rio Branco

O então Deputado Federal Ulysses Guimarães, em 1988, que fora presidente da Câmara dos Deputados (1956-1957, 1985-1986 e 1987-1988) e presidente da Assembleia Nacional Constituinte 1987-1988, discursa em comício da campanha para prefeito de Murilo Mármore, em 1988, ano da promulgação da atual Constituição, na Praça Barão do Rio Branco

Colocada em segundo plano no ano eleitoral de 1986, no ano seguinte, as movimentações, articulações e composições, na perspectiva da sucessão do Prefeito Hélio Ribeiro, foram retomadas. No dia 30 de maio de 1987, ocorreu uma reunião do PMDB para analisar as candidaturas, emergiram naquele momento três postulantes: Carlos Murilo Mármore, presidente da EMURC (Empresa Municipal de Urbanização de Vitória da Conquista); Antônio Dantas e o ex-prefeito Gildásio Cairo. O Secretário de Transportes do Estado, José Pedral, esteve presente, conforme o jornal “Tribuna do Café” em sua edição de29 de maio de 1987.

Considerado o mais provável candidato à sucessão de Hélio Ribeiro pelo PMDB, com o apoio declarado da cúpula do Diretório, do Secretário de Transportes, José Pedral Sampaio, do Prefeito, do deputado Coriolano Sales e do presidente da legenda, José Willian Nunes, Murilo aguardou o apoio de outros membros, como do ex-prefeito Gildásio Cairo, para declarar-se candidato, tudo de acordo com o jornal “Tribuna do Café”, edição de 10 de julho de 1987.

Emergiram vários candidatos e aprofundaram-se as disputas nos bastidores. O deputado federal Coriolano Sales vinha sendo reconhecido como nome de consenso, mas outros surgiram: o deputado estadual Sebastião Castro, o ex-deputado federal Elquisson Soares, Clovis Assis – que afirmou só abrir mão de sua candidatura em favor de Raul Ferraz, caso contrário, continuaria na luta para fazer vinte mil filiações e tomar o Diretório – Aliomar Coelho e Clovis Flores, que também se destacaram e contariam com o apoio de Sebastião Castro e Elquisson Soares que não apoiaram o presidente da EMURC (jornal “Tribuna do Café”, edição de 3 de setembro de 1987). Mármore, no entanto, foi o candidato oficial do Pedralismo. Para Clovis Assis, Sebastião Castro se fortalecia enquanto estava junto com ele no PMDB, mas Sebastião não admitia chefe, não deixando explícito, estava se referindo a Pedral ou a Clovis Assis. Elquisson afirmou que, no dia 20 de dezembro de 1987, Sebastião entraria no PDT e seria o candidato do partido à Prefeitura e, se vitorioso, lutaria contra a candidatura de José Pedral ao governo do Estado. O vereador Everardo Públio de Castro garantiu que se afastaria de Sebastião, caso ele ficasse à sombra do ex-deputado Elquisson. Osvaldo Pedro declarou-se descontente com o PMDB e Clovis Assis garantiu que, caso não vencesse a convenção do PMDB, sairia do partido (jornal “Tribuna do Café”, edição de 9 de dezembro de 1987).

Clovis Assis se afirmava como possível candidato. Na convenção do PMDB marcada para o dia 31 de janeiro de 1988, o ex-secretário de saúde do governo Raul Ferraz era proprietário da Clínica de Urgência Pediátrica (CUPE). Sebastião Castro, de fato, foi para o PDT, cuja candidatura a Prefeito foi lançada em convenção do seu partido em dezembro de 1987.

Líderes de associações de moradores, maçonaria, sindicatos, clubes de serviços e funcionários públicos municipais apoiaram Murilo e Pedral. A participação das entidades foi uma demonstração do nível de aparelhamento e da capilaridade do Pedralismo na cidade (“Tribuna do Café”, edição de 26 de julho de 1988).

No dia 27 de março de 1988, aconteceu no Ginásio de Esportes a esperada e movimentada Convenção do PMDB, onde se escolheriam os novos membros do Diretório e, consequentemente, o grupo político que teria força para escolher o candidato a prefeito. O evento foi agitado com o circular de carros, ônibus e vans, e pela ação dos cabos eleitorais das chapas 01 e 02. Chapa 01 bancada pelo médico Clóvis Assis e a Chapa 02 da cúpula do partido com Pedral, Hélio, Raul, Coriolano, Gildásio e Murilo, articulação que obteve vitória com a margem favorável de 395 votos (“Tribuna de Conquista”, edição de 2 de abril de 1988).

No dia 22 de maio de 1988, no auditório da Secretaria Municipal de Educação e Cultura, a cúpula do PMDB de Vitória da Conquista se reuniu para debater a sucessão municipal. A reunião foi motivada pelos comentários do deputado Raul Ferraz nas rádios, afirmando que o PMDB estava acéfalo. O evento foi uma demonstração da coesão do partido na campanha por Murilo Mármore e Clovis Flores (jornal “Tribuna de Conquista”, edição de 2 de junho de 1988), que teriam suas candidaturas homologadas formalmente no inicio de agosto em frente partidária formada pelos partidos PMDB, PSDB, PDC e PSB, em Convenção na Câmara de Vereadores, onde foi realizado um ato político com a presença de cerca de 10.000 pessoas e show com Luiz Gonzaga, Carlinhos Axé e Banda Rastafári (“Tribuna do Café”, edição de 11 de agosto de 1988).

Os antigos arenistas, após a vitória de Waldir e diante do predomínio pedralista em Conquista, tentavam se reerguer, mas conservando sua velha tradição, encontrava em sua divisão em diversas facções o principal limitador de sua reação. Liderados do deputado Leônidas Cardoso, magoados com o que consideravam traição dos antigos carlistas que apoiaram a campanha de Waldir, decidiram que iriam se separar de Margarida Oliveira. Na nova conjuntura pós-86, os “margaridistas” desejavam uma união com o PDT, do deputado Sebastião Castro, e os “cardosistas” buscaram se aproximar do PMDB pedralista (“Tribuna do Café”, 16 de dezembro de 1986).

A delegada do Ministério da Educação na Bahia e candidata à Prefeitura de Vitória da Conquista em 1982, Margarida Oliveira, era a presidente do PFL. Foi convidada por Antônio Carlos Magalhães para assumir a coordenação administrativa regional do partido. A perspectiva era fortalecer o PFL para as próximas eleições municipais. A dirigente partidária buscou, junto ao DENTEL (Departamento Nacional de Telecomunicações), a concessão de uma emissora de rádio para Vitória da Conquista. Com apoio do seu padrinho político e Ministro das Comunicações e apoio financeiro do deputado federal João Alves de Almeida, fundaria a emissora FM 100,1 (“Tribuna do Café”, edição de 28 de janeiro de 1988).

Outro bloco de antigos arenistas partiu para fundar o Partido Social Cristão, dirigido na cidade por Aloísio Pereira, Jesiel Norberto (ex-vereador pela Arena), Altamirando (Iran) Gusmão (outrora Arena, PDS e PP, deputado estadual pelo PMDB) e Manoel Augusto (candidato a prefeito pelo PDS em 1982), conforme o jornal “Tribuna de Conquista”, edição de 7 de junho de 1987. Outro bloco aderiria ao PTB, que realizou Convenção em 24 de abril de 1988 e elegeu diretório: Mássimo Ricardo Benedictis (presidente); José Augusto Alves Fagundes (vice-presidente); Anabel Andrade (secretária); Alberto Nápoli (tesoureiro) e Carlos Nápoli (delegado). Segundo Carlos Nápoli, o partido pretendia ter candidato próprio para a Prefeitura. O PDS, em processo de reestruturação, segundo o ex-vereador e ex-presidente da Câmara Municipal, Altamirando Novais, também pretendia ter candidato próprio (“O Jornal de Conquista”, edição de 13 de maio de 1988).

Raul Ferraz e Sebastião Castro se uniram para derrotar Pedral Sampaio e Murilo Mármore, nas eleições municiais de 1989

Raul Ferraz e Sebastião Castro se uniram para derrotar Pedral Sampaio e Murilo Mármore, nas eleições municipais de 1988. Na foto aparece ainda o jornalista Gildásio Fernandes (de camisa vermelha)

A trajetória do candidato Sebastião Castro, desde as eleições de 1976 e 1982, havia sido marcada por um discurso que o colocava como mais autêntico oposicionista que Pedral e seu grupo, a quem acusava de personalista e cacique político. Todavia, na campanha de 1988, formou a frente partidária “União da Conquista rumo à Prefeitura”, que colocou o PDT explicitamente aliado aos partidos das diferentes facções dos velhos arenistas e carlistas da cidade: PFL, PSC, PTB e PL (“Tribuna do Café”, edição de 6 de outubro de 1988), o que comprometia a imagem que se tentara construir até então. Uma das primeiras exigências dos novos aliados foi excluir o PC do B da campanha de Castro, condição prontamente aceita. Os comunistas foram apoiar a candidatura de Mármore. Sebastião já havia aceitado ser nomeado pelo Governador João Durval para Conselho da UESB (Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia) como representante da comunidade, mas tal episódio era pouco conhecido e sequer lembrado, o aproximar-se explicitamente de um bloco dos partidos da direita, o transformava no candidato carlista em Conquista. No entanto, se esta marca ficou para Sebastião, não apenas ele se aproximou dos velhos arenistas. Se Tião com Eduardo Khoury foi buscar apoio de Edvaldo Flores, também o fez Murilo Mármore, acompanhado por José Pedral, buscar o apoio do ex-Governador, oferecendo uma secretaria à indicação do partido. Edvaldo Flores ponderou que, no caso de união PDS-PMDB, Antônio Carlos Magalhães (PFL) e autoridades do PDS não poderiam ser atacados nos palanques. Murilo e Pedral garantiram que a união era restrita às questões locais. Edvaldo marcou reunião com o vice do partido, Altamirando Novais, para decidirem entre Murilo e Tião (“Tribuna do Café”, 19 de outubro de 1988). O presidente do PDS acertou com Pedral, Murilo e Clovis Flores. Hélio Ribeiro partiu para convencer velhos pedessistas, como Nilton Gonçalves, Lurdes Novato e Terezinha Mascarenhas (professoras da rede estadual), Ademário Santos e Antônio Nápoli, conseguindo o apoio a Murilo. Sem candidatos próprios, os velhos arenistas se dividiram: PDS com Murilo e PFL com Sebastião (Tribuna do Café, 2 de novembro de 1988).

Desde a implantação do pluripartidarismo, no final de 1979, que o transitar de velhos emedebistas e velhos arenistas entre os campos, outrora opostos, havia se tornado comum, inicialmente de forma individual ou em pequenas facções. Quando da implantação da Nova República e da campanha de Waldir Pires ao governo do Estado, a movimentação tornou-se mais massiva e explicita. Até mesmo em Vitória da Conquista outrora propalada como “Esparta Baiana e baluarte da oposição”, o pragmatismo campearia e o misturar dos velhos naipes seria lugar comum nos novos jogos eleitorais.

A apenas uma semana do pleito, a crença numa vitória fácil de Sebastião, era grande entre os seus aliados. Said Sufi (PDT) proclama: Nossa vitória está consumada e a vantagem estará em torno de oito mil votos. Iran Gusmão seguia na mesma trilha (PSC): Tião vencerá com mais de sete mil votos (jornal “O Radar”, edição de 9 de novembro de 1988).  A disputa se acirrava com os grandes comícios – PMDB na Praça Barão do Rio Branco com Ulisses Guimarães e o PDT na Praça do Carvão (Bairro Brasil) com o Governador Waldir Pires (Tribuna do Café, 2 de novembro de 1988). Resultado: Negando todos os prognósticos realizados ao longo da campanha, Murilo Mármore foi eleito Prefeito de Vitória da Conquista, com 25.252 votos, Sebastião Castro conquistaria 20.315, Walter Pires – candidato do então minúsculo PT – 918 (Tribuna do Café, 18 de novembro de 1988). A liderança de José Pedral Sampaio chegava ao seu apogeu em Vitória da Conquista, mas os limites do governo Waldir e as contradições internas no município começavam a indicar as trilhas de futura decadência.


Vitória da Conquista

A Conquista da Bahia por Waldir Pires em 1986

Comício de Waldir Pires que lotou a Ceasa de Vitória da Conquista em 1986

Comício de Waldir Pires que lotou a Ceasa de Vitória da Conquista em 1986

Após a deflagração das Diretas Já em 1984 e do processo eleitoral de 1985, a política no Brasil e, em particular, no Estado da Bahia passaria por transformações que levariam a novas composições e alianças políticas, como a divisão do PDS e o surgimento do PFL (Partido da Frente Liberal). O mesmo PFL – agregando os ex-pedeesistas e velhos arenistas, que embarcaram na “Aliança Democrática” (firmada em 7 de agosto de 1984) – que apoiaria a chapa de Tancredo Neves e José Sarney na eleição indireta de 1985.

Esta tendência de recolocação das forças políticas também se refletiria em Vitória da Conquista, com uma ampla movimentação de políticos do PDS para outras agremiações. A preferida foi o PFL, para onde migrou o Governador João Durval Carneiro e o Ministro das Comunicações, Antônio Carlos Magalhães. Na nova sigla, as velhas fissuras provocadas pelas facções desde a Arena e PDS se reproduziriam. No campo carlista da cidade, a liderança que ganhava maior projeção era Margarida Oliveira, que foi candidata à prefeita em 1982 pelo PDS e havia sido nomeada para o CERIN (Centro Regional Integrado) em janeiro de 1983, por Antônio Carlos Magalhães, permanecendo no cargo até 7 de março de 1986, quando foi nomeada para a Delegacia do Ministério da Educação e Cultura em Salvador. Sua posse contou com a presença do Vice-Governador Edvaldo Flores (natural de Vitória da Conquista), do deputado estadual Leônidas Cardoso (outro conquistense) e do Diretor da 20ª DIRES (Direção Regional de Saúde) Antônio Carlos Nápoli (mais um de Conquista), conforme o jornal conquistense “O Radar”, edição de 15 a 31 de março de 1986.

A ascensão de Margarida provocava ciúmes e acirrava as disputas no seio do partido. A sua projeção recebia resistência do grupo liderado pelo deputado estadual Leônidas Cardoso. Na convenção municipal do PFL, no dia 6 de julho de 1986, apesar das disputas acirradas entre os grupos do deputado Leônidas Cardoso e o da Delegada do MEC, surgiu uma chapa de conciliação com Margarida Oliveira e o diretor da DIRES, Antônio Nápoli, que era ligado a Leônidas Cardoso. A briga parecia ter sido adiada no ano eleitoral.

O nome de Josaphat Marinho foi aclamado como candidato do partido ao governo do Estado. No discurso de encerramento, o deputado Leônidas Cardoso destacou o fato de buscar um candidato no antigo MDB por visar o melhor para a Bahia, numa referência ao vínculo anterior do candidato Josaphat às hostes oposicionistas, considerado no passado um líder da ala “autêntica”. As novas composições e alianças causavam estranheza mesmo em velhos políticos. Altamirando Novais, que foi atuante vereador de oposição ao prefeito municipal José Pedral Sampaio (PMDB), desde o PTB e mais ainda na Arena, se dizia desencantado ao ver Josaphat Marinho, outrora oposicionista, com o Governador e com Antônio Carlos Magalhães e Waldir Pires com o Ex-Governador Luiz Viana Filho. Afirmou que, ao contrário de outros, não iria para o PFL, ficaria no PDS, apesar do partido em Vitória da Conquista ter apoiado a chapa Waldir Pires e Nilo Coelho para Governador e Vice do Estado da Bahia, de acordo com a edição de 29 de março de 1986 do jornal conquistense “Tribuna do Café”.

O PDS teve uma presença marcante no comício de Waldir Pires em Vitória da Conquista, com a participação de vinte e três diretórios do partido. Em Conquista, o PDS, que apoiou Waldir Pires, contou com: Geraldo Spínola (ex-diretor da Santa Casa, responsável pela expulsão de Jadiel Matos e filho do ex-prefeito arenista, Fernando Spínola) Ademário Santos, Adail Paixão, Ivonilton Gonçalves, o Vonca (filho do ex-prefeito arenista e ex-presidente do PDS), Edvaldo Flores Júnior (filho do Vice-Governador Edvaldo Flores), Eugênio Flores, Herly Flores, Alfredo Nova, Djalma Nobre (candidato a Vice-Prefeito em 1982) e Isnard Vasconcelos (um dos candidatos a prefeito pelo PDS em 1982). Djalma Nobre distribuiu 50 mil panfletos em apoio a Waldir Pires, tudo conforme a edição de 12 de novembro de 1986 do jornal “Tribuna do Café”. Na campanha vitoriosa de Waldir Pires, Conquista teve participação relevante. A coordenação geral foi comandada por José Pedral Sampaio, ex-prefeito de Conquista.

No pleito de 1986, foram candidatos à reeleição na Assembleia Legislativa: Altamirando Gusmão (Iran Gusmão) e Coriolano Sales pelo PMDB, bem como Leônidas Cardoso pelo PFL. Pleiteavam um primeiro mandato: Sebastião Castro (PDT) e Jordaens Rodrigues (PFL) – “Tribuna do Café”, edição de 13 de agosto de 1986. Obtiveram sucesso: Coriolano Sales, Leônidas Cardoso e Sebastião Castro. Para a Câmara Federal, apenas foi eleito Raul Ferraz. Elquisson Soares tentava reeleição, mas não galgou a votação esperada. Para o governo do Estado, a votação de Waldir Pires foi esmagadora em Vitória da Conquista, com 56.086 votos (66,46%) contra 16.264 (19,30%) de Josaphat Marinho.

A imagem construída pela propaganda da Prefeitura divulgava que Pedral deu 78% dos votos de Conquista a Waldir, o que o credenciou, além de ter sido o coordenador geral da campanha denominada “A Bahia vai mudar”, sua ida para a Secretaria dos Transportes.

Na Assembleia Legislativa, se apresentava também um quadro favorável, com Coriolano Sales na condição de Presidente e Leônidas Cardoso como Vice-Presidente, ambos os políticos com domicilio eleitoral em Conquista. José Pedral, como Secretário de Transportes, levou para sua secretaria uma plêiade de políticos com base política em Vitória da Conquista: Elísio Santana (Chefe de Gabinete); Norberto Aurich (Navegação Baiana); Aliomar Coelho dos Santos (Diretor Geral do DERBA); Telma Duarte (Diretoria de Administração); Wilson Marcílio (Assessor Especial) e Dirlei Bittencourt (Inspetoria de Finanças). Os nomes de Jordaens Rodrigues e Armênio Santos também estavam em evidência para possíveis cargos, tudo de acordo com a edição de 26 de março de 1987 do jornal “Tribuna do Café”.

O grupo carlista, ao perder as eleições, lançou mão da tática da terra arrasada, característica dos derrotados em retirada. Waldir receberia um Estado endividado e seria alvo de toda sorte de boicotes em âmbito federal. Mesmo sendo ex-ministro da Previdência, teria que amargar a crescente influência do seu maior desafeto, Antônio Carlos Magalhães, no Governo Sarney.

Foto da Coletiva do então Governador Waldir Pires em Vitória da Conquista em 1987, a partir de J. Pedral, o primeiro sentado ao lado de Waldir Pires, em seu primeiro ano de governo: Atrás de Pedral, de amarelo, Luis Pedro Irujo (era deputado estadual); atrás de Waldir. dois ajudantes de ordens, um civil e um militar; ao lado de Waldir, Hélio Ribeiro, que estava no cargo de prefeito, enxugando os olhos; logo atrás de Hélio, Pedro Alexandre Massinha (era vereador); ao lado de Massinha, Robson Nascimento, fiel escudeiro de José Adervan; sentada, a jornalista da Agecom; atrás dela Jorge Medauar; ao lado dele um cinegrafista anônimo; na frente dele a jornalista Teresa Cristina; ao lado dela, o jornalista Ricardo Benedictis; ao lado de Ricardo, o fotógrafo Luiz; ao lado dele, o jornalista Maurício Melo; sentado em frente a outro jornalista Elbiomar Coelho; ao lado, a jornalista Paula Márcia Maciel; depois dela, na sequência, Tico Oliveira, do jornal Impacto; atrás, barbudo, anotando num envelope, Geraldo de Sol; com uma parte do rosto aparecendo, colado no ombro de Geraldo, o fotógrafo João Silva, do Publifoto; abaixo de João o precoce e atual advogado Francis, sobrinho dele e que hoje mora na Europa; depois, o jornalista Giorlando Lima, e ao seu lado, o jornalista Wellington Gusmão

Foto da Coletiva do então Governador Waldir Pires em Vitória da Conquista em 1987, a partir de J. Pedral, o primeiro sentado ao lado de Waldir Pires, em seu primeiro ano de governo: Atrás de Pedral, de amarelo, Luis Pedro Irujo (era deputado estadual); atrás de Waldir. dois ajudantes de ordens, um civil e um militar; ao lado de Waldir, Hélio Ribeiro, que estava no cargo de prefeito, enxugando os olhos; logo atrás de Hélio, Pedro Alexandre Massinha (era vereador); ao lado de Massinha, Robson Nascimento, fiel escudeiro de José Adervan; sentada, a jornalista da Agecom; atrás dela Jorge Medauar; ao lado dele um cinegrafista anônimo; na frente dele a jornalista Teresa Cristina; ao lado dela, o jornalista Ricardo Benedictis; ao lado de Ricardo, o fotógrafo Luiz; ao lado dele, o jornalista Maurício Melo; sentado em frente a outro jornalista Elbiomar Coelho; ao lado, a jornalista Paula Márcia Maciel; depois dela, na sequência, Tico Oliveira, do jornal Impacto; atrás, barbudo, anotando num envelope, Geraldo de Sol; com uma parte do rosto aparecendo, colado no ombro de Geraldo, o fotógrafo João Silva, do Publifoto; abaixo de João o precoce e atual advogado Francis, sobrinho dele e que hoje mora na Europa; depois, o jornalista Giorlando Lima, e ao seu lado, o jornalista Wellington Gusmão

Vitória da Conquista foi sede do Governo do Estado por alguns dias. Hélio Ribeiro, então prefeito municipal, cedeu a sede do Executivo Municipal ao Governador e passou a assessorá-lo. O evento serviu apenas como propaganda do Governo do Estado e demonstração do prestígio do grupo pedralista. Com o controle político da municipalidade nas mãos do seu grupo e grande prestígio em âmbito estadual, somado à adesão de antigos adversários, José Pedral e o Pedralismo chegavam ao seu apogeu.


Vitória da Conquista

Clube da Amizade foi fundado em 1958

As fundadoras do Clube da Amizade em 1958

As fundadoras do Clube da Amizade em 1958

O “Clube da Amizade” das domadoras do “Lyons Clube de Conquista” foi fundado por 17 mulheres no dia 5 de julho de 1958, em uma reunião realizada na residência de Dona Lizete Pimentel Mármore, esposa do então Juiz de Direito da Comarca de Conquista (depois Desembargador) Domingos Mármore Neto. A finalidade era integrar as associadas num trabalho conjunto de filantropia e de mútua cooperação cultural. A primeira presidente foi a própria Lizete Mármore, que teve a iniciativa de fundar o clube.

As fundadoras foram: Lizete Pimentel Mármore (presidente), Maria Osete Arruda Fonseca (Secretária). Amélia Barreto de Souza (Tesoureira), Anita Sampaio Quadros, Maria Adélia Teixeira Alves da Silva, Nélia Cajazeira, Lizete Maltez de Oliveira, Janete Carvalho de Almeida, Gisélia Pereira Costa, Maria José da Costa Lima, Maria Angélica Rosa e Silva, Maria José Rosa Médice, Nair Borges de Azevedo, Mariah Mendes Freire d’Aguiar, Antônia Amélia Velame Quadros, Elizabeth Almeida Gusmão e Maria Izabel Borges Quadros de Andrade.


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